da gravidez a maternidade..
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domingo, 26 de setembro de 2010

Sobre os avós

A rede Mulher e Mãe fez uma blogagem coletiva sobre as avós. Quando eu vi já tinha passado e fiquei aqui pensando não só nas minhas avós e nos meus avôs, mas também nos avós da Içara.

Avô e avó são pessoas muito especiais. Os meus foram e são. Os da içara são também.
Não dá nem pra comparar. É certo que ser avô/avó é muito melhor que ser mãe/pai.

Içara tem os 4 avós presentes. E isso é um presentão para qualquer criança. Ela tem, simplesmente, quatro adultos que fazem de tudo para vê-la feliz, que proporciona momentos alegres, cheios de surpresas e que ficarão guardados para sempre.

Com cada um deles, ela tem uma relação única e especial. A diferença entre os meus avós e os avós de hoje é que eles brincam! Eu não lembro dos meus brincando comigo. Lembro de momentos de convívio gostoso e com muita saudade. Mas, não lembro de brincadeiras.

A Içara aprende uma brincadeira diferente com os avós, uma comunicação única e entre eles.
Além de avós, ela tem bisas. E se ser avó é bom, bisa nem se fala, né?

É mágico e bonito de ver.

É só carinho.

Filhota, você é muito sortuda!

E obrigada aos avós, sempre presentes e carinhosos que só deixam mais e mais bonita a infância da minha pequena.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Leitura- livros e blogs

Dizem, algumas línguas, que essa era tecnológica acabaria com a leitura. Ledo engano. Pesquisas mostram que nunca se leu tanto como nos dias atuais.

Eu nunca li tanto!
Sempre gostei de ler, versos de shampoo e condicionador, durante o banho era uma forma relaxante de ensaboar-me quando criança.
O meu primeiro livro que me recordo, foi Pingo de Luz, que tenho até hoje para dar a minha filha. Minha mãe me deu. É a história de um pingo de luz que escolhe suas luzes/seus pais, na terra para cuidar da sua viagem/vida. É lindo, um tanto espírita e tem um pouco de tristeza também, porque Pingo de Luz, cresce e não se lembra mais do que já foi, fica doente, enfim e começa a perceber que tudo chega ao fim. Vida e morte de uma maneira interessante para a criançada ler. Ao menos, me impressionou,pois me recordo da história quase 20 anos depois.
Ainda não me decidi se acredito nesta coisa toda de alma, vida pós-morte, um único deus ou vários e não é uma busca pessoal, ainda.
Outro livro que marcou muito minha infância foi uma Bíblia para crianças, com desenhos LINDOS e que me fascinava. Vinda de uma família mineira/baiana/cearense, o lado do meu pai muito católico, me divertia brincando na Igreja, comendo óstias sem serem abençoadas. Minha tia Nena, que cuidou de todos os sobrinhos que viviam em Nanuque e cuida até hoje, já sendo uma senhora de idade avançada, me levava para aquela Casa de Deus e lá eu me divertia com o eco, com os bancos e toda a estrutura.
Meus primeiro e último acidente até o momento, foi dentro dessa mesma Igreja, pulando de banco em banco durante um casamento. Levei um baita susto e alguns pontos na cabeça.
Mas, a tal bíblia infantil, falava muito do antigo testamento, que não é coisa para uma criança ler, pois aquele Deus era mal, botava fogo nas pessoas, até fez uma mulher virar uma estátua de sal por ter olhado para trás ao ver sua cidade ser incendiada.
Passei minha infância com medo desse Deus. Lembro-me bem que achava que as brigas dos meus pais ou algo que acontecia de ruim para nossa família, era o retorno de algo que eu não havia feito, obedecido e rezava muito, pedindo desculpas por não ter comido tudo, por ter feito xixi na cama (coisa que fiz até meus 8, 9 anos!! mas,se perguntarem para minha mãe ela dirá que foi por mais tempo.rs). Enfim, me sentia culpada por tudo que acontecia de ruim ao meu redor. Que carga para uma criança, né?
Na adolescência me rebelei, perdi a fé, o medo e a culpa e hoje tento encontrar o meio termo, entre isso tudo.

Repetia também a leitura de muitos livros: Feliz Ano Velho, Coiote, Cristiane F... treze anos, drogada e prostituida, Cem anos de solidão, foram livros que li e reli, até exageradamente e sempre encontrava algo novo, uma parte que não me recordava.

Alguns anos atrás fui em um evento do SESC, chamado Terceiras Terças e pude conhecer cara a cara Marcelo Rubens Paiva, autor de Feliz Ano Velho e foi um encontro cheio de emoção para mim, pois ele esteve presente em vários momentos da minha vida, através de seu livro e a emoção de conhecer alguém que escreveu de maneira tão gostosa uma trajetória tão dolorida misturou-se com a sensação de rever um amigo antigo.

Depois, chegou a fase de andar de ônibus, pro trabalho, para a faculdade e lá estava eu com algum livro embaixo do braço.
Mas,durante a gravidez as letrinhas viraram sopa e me enjoaram horrores!

A gravidez trouxe também outras curiosidades: como está o bebê agora? E o meu corpo? O que posso esperar que aconteça? O que é perigoso?

E o meu médico particular, Dr. Google, foi me respondendo, me apresentando, saites científicos e posteriormente, saites de grávidas e mães que relatam suas experiências na blogosfera. Nem preciso dizer que amei e criei meu próprio espaço.

Quando leio muito me dá mais vontade de escrever. O resultado está aqui.
O dia amanheceu chuvoso, entrei só para dar uma olhadinha nos emails e pum! 2 horas depois, estava lendo as postagens mais antigas do blog: Amélias ao Avesso, perdendo a noção do tempo e me deliciando com os relatos. Uma delícia só...

Antes da gravidez, eu não tinha o hábito de ler na tela do computador, acho que era um pouco de preconceito e quando algo me interessava, eu imprimia. Mas, hoje sou uma ávida leitora e nem posso imaginar a vida antes da telinha.

foto de 2007 (sem barriga), logo quando começamos, eu e o gu a construírmos o nosso lar.. a parede atrás do computador ainda estava vazia..