da gravidez a maternidade..
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sexta-feira, 3 de abril de 2009

Bruna e seus dois amores ou declaração de amor ou (ainda) entendendo o sentido de amar e ser feliz


Filha.. cá estou eu de novo, me declarando pra você. Mas, hoje declaro amor a você e seu pai. Você daqui a dois dias completa 4 meses e eu e seu pai, com 2 anos completos fazem 2 dias.. uma simples matemática onde 1+1=3.
Sabe filha, quando eu e seu pai já morávamos juntos, pensamos em casar (ainda não conseguimos realizar, faltava a dama de honra e ainda falta escolher um ritual que nos agrade amplamente) e seu vovô Marcos nos perguntou se a gente já sabia o motivo de casar e a resposta foi porque a gente se amava e ama. E seu vovô que fala pouco, mas é muito sabido, disse que se casa pra fazer o OUTRO feliz.
Isso é uma baita verdade, filha.
Imagine você, quando souber ler e entender o que lhe escrevo, se em muitas famílias já é difícil a convivência, imagina conviver com alguém que se ama e se escolhe? Parece fácil e romântico, mas pra gente não foi não. Talvez, outros casais tenham essa facilidade.
(faço um outro pensamento aqui: dizem que os filhos são o contrário dos pais, parece até que é pra contrariar. Mas, se você for o nosso contrário, vamos tirar a sorte grande: será uma moça muito sociável e educada, retornará telefonemas, estudiosa, organizada, independente e nada mimada!)
Pois bem, conviver não é coisa fácil. Somos feitos de tantos detalhes e vícios, diferenças e manias que pra quem sempre conseguiu (de um jeito ou de outro) tudo o que quis na maior facilidade, como eu e seu pai, é complicado passar da classe B pra classe C em 3 meses..
Mas, a gente conseguiu fazer sobreviver e viver o amor e o cuidado e fizemos você que, sem dúvida nenhuma, não existe nada mais perfeito em nossos currículos.
E hoje te olhando, percebo também que a maternidade é fazer feliz.
Sinceramente, não consigo acreditar que "os bebê pedem pra nascer", ando bem são tomé ultimamente..
Portanto, se eu e seu pai, resolvemos trazer você até nós, para viver conosco, para crescer ao nosso lado, o que precisamos fazer por você? Só lhe fazer feliz..
Alguns pais acham que os filhos devem fazê-los felizes, corresponder as expectativas.. isso, pra mim é um grande erro e pretendo não cometê-lo com você.
Fazer feliz, no meu conceito, é não deixá-la chorar nem sofrer sem motivo. É educá-la para compartilhar, respeitar, cumprir o que se propõe, impor limites, quando necessário, escutá-la e respeitar seu ponto de vista e suas escolhas, apoiá-la e torcer mesmo que eu não esteja de acordo, para que você tenha sucesso e se este não vier, engulir a seco a frase pronta de "eu te avisei".. é te aplaudir ou te consolar.. tentar passar uma visão mais positiva das coisas, mesmo que eu precise me convencer disso primeiro. é abolir dentro de mim preconceitos e hipocrisias..
eu sempre digo e repito.. tenho aprendido muito mais com você do que o oposto..

E o seu pai, eu não posso mais educar ou evitar alguns sofrimentos ou choros, ele já tem um caminho que ensinou ele a ser assim e só ele mesmo pode achar e saber o que é pior e melhor e eu só posso apoiar. Com ele, sou mais humana do que a fada cantante e saltitante que tento ser pra você.. O cotidiano sopra pra longe o pózinho mágico e o que posso fazer é recolher um por um, todos os dias e trazer pra dentro de casa para unir aos que continuam impregnados em todos os cantos do meu coração.
Minha missão, como mulher, mãe, mamífera e humana é estar feliz, fazer você e ele felizes. E tento todos os dias, mesmo que não consiga, eu tento.. e só a tentativa já é uma grande vitória pra mim, porque tem tanta gente que desiste por aí, não é mesmo?
Porque amar em forma de verso, na frase pronta também é coisa fácil, mas por a mão na massa, agir em prol da felicidade do outro.. ah... vira outra conversa.
Às vezes, uma surpresa, um almoço fora, um passeio, não saem como o esperado. Mas, aprendi a me abalar por menos tempo, aprendi a pegar o copo d'água e colocar açucar ao invés de fazer tempestade.
O amor faz essas coisas, faz a gente aprender e querer ver o outro feliz.
Ficamos mais altruístas do que egoístas.
E isso faz, no final das contas, um bem maior ao meu coração do que eu supunha imaginar..

Declaro amor sem medidas a vocês, que já aprendi também que amor não se mede, e abraço com muito gosto a missão que esse amor me dá.. de fazer vocês felizes.. estou aprendendo que se eu fizer direitinho não vou precisar cobrar o retorno, pois será certo que virá..
E como estou aprendendo ainda e a vida não dá diploma nem formatura, o erro, a falha humana é certa.. mas, me desculpo desde já e peço uma paciência desmedida de vocês que é a melhor forma de me ajudar.

um beijo para os meu amores e que a vida lhes seja farta e longa e bela.. estarei por perto, segurando a mão ou pra dar impulso pro próximo pulo, um chacoalhão quando merecer, uma bronca e se preciso for, correr junto em busca dos sonhos seus..
Pois, ver vocês satisfeitos e felizes é um dos meus..
amo..

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Colo vicia?


"Essa menina vai viciar no colo! Deixa ela no carrinho!" Foram as recomendações que mais ouvi no primeiro mês que a Içara chegou.Na dúvida, perguntei ao pediatra se colo é algo que realmente vicia. A resposta foi tão boa que merece um post à parte.

Segundo ele, o cérebro humano, principalmente o da criança, se alimenta de carinho e cada criança tem uma necessidade diferente, uma carência diferente, que cabe aos pais identificarem e suprirem tal carência.
Tem criança que tem maior necessidade de sucção. Mesmo depois de alimentada precisa ficar mais uns 10, 15 minutos no seio. Cabe a mãe decidir o que fazer. Deixá-la no seio ou substituir pela chupeta. É comum que a própria criança descubra suas mãos e às sugue, para se auto-satisfazer.
No caso da Içara, eu substitui pela chupeta da NUK, que é a mais recomendada, pois ela ficava muito tempo no peito e eu começava a sentir ardência e cansaço. Ela não reclamou. Adora o peito, tanto quanto a chupeta.
Existem crianças que sentem mais necessidade do contato físico, da pele, do calor da mãe. Afinal, foram 9 meses no conforto total intra-uterino, tendo todas as suas necessidades supridas automáticamentes e de repente, estar em um berço por mais lindo e bem enfeitado, pode não parecer o lugar mais confortável para a criança.

Se o bebê tem suas necessidades atendidas, seja colo, sucção, carinho, uma rotina, etc. Certamente ele será confiante e logo desbravará o mundo de forma natural, sem receios, sem carências.

Cabe aos pais observarem exatamente o que seus filhos necessitam e dar a eles sem culpa, só porque alguém disse que vicia.

A Içara foi uma recém-nascida muito bem resolvida e hoje beirando os 3 meses continua assim. Optei por deixá-la no bebê conforto ou no carrinho, por saber que não poderia estar o tempo todo grudada nela e calhou dela não sentir tanta necessidade do contato corporal para ser feliz. Durante seus momentos acordada ela fica um pouco sozinha no berço brincando numa boa, passo para o bebê conforto, a trago para junto de mim enquanto faço as coisas de casa e falo constantemente com ela, canto. Ela adora e dá risada. Quando desocupada, encho-a de beijos e lhe dou muito contato físico, massagens, carinhos e ela se mostra muito satisfeita.

Sinto que ela tem necessidade de estimulo sonoro, principalmente de vozes conversando com ela e do contato visual. Às vezes, sentada no carrinho ao meu lado e eu no computador ela resmunga e eu começo a conversar com ela, olhando em seus olhinhos puxados e ela logo se satisfaz.. A rotina de alimentação é algo importante para nós também.. Exemplo disso é que ontem, gripada que eu estava, toda vez que ela chorava eu lhe dava o seio, passou o dia chatinha e resmungona..

HOje já voltamos para a rotina, que depende somente de mim para se estabelecer e flui.. acordar, mamar, brincar por 1 hora e meia, 2 horas e dormir para começar tudo de novo. O dia flui melhor e tanto ela quanto eu ficamos felizes e satisfeitas com a previsibilidade do que vem depois, nos sentimos seguras e confiantes uma na outra.

Observar, analisar e dar ao seu filho o que ele precisa, a mãe precisa confiar em seus instintos, pois assim só vai fazê-lo feliz. E não é isso que toda mãe quer?

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Coisa boa ser mãe..


Receber 6 horas depois de dores e trabalho de parto, um bebê 100% saudável e lindo, feito com muito amor e carinho.. é bom demais!



Ver todo dia aquele serzinho desenvolver, modificar, perder aquela carinha de joelho e começar a parecer com a gente.. é muito bom!
Acordar e olhar no berço o bebê mais lindo do mundo com aquele sorriso banguela, é mais do que bom!
Saber que por você ser a mãe e estar todo o tempo pertinho, o seu bebê faz uma "festinha diferente", fica mais feliz e mais sorrindente por você estar ali quando ele precisa.. é EXCELENTE..

A Içara está com 2 meses e meio e nunca fui tão feliz como sou agora, tendo essa coisa fofa na minha vida.. cada dia mais esperta.. é um sonho de criança..

Amo demais essa menina!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Leitura- livros e blogs

Dizem, algumas línguas, que essa era tecnológica acabaria com a leitura. Ledo engano. Pesquisas mostram que nunca se leu tanto como nos dias atuais.

Eu nunca li tanto!
Sempre gostei de ler, versos de shampoo e condicionador, durante o banho era uma forma relaxante de ensaboar-me quando criança.
O meu primeiro livro que me recordo, foi Pingo de Luz, que tenho até hoje para dar a minha filha. Minha mãe me deu. É a história de um pingo de luz que escolhe suas luzes/seus pais, na terra para cuidar da sua viagem/vida. É lindo, um tanto espírita e tem um pouco de tristeza também, porque Pingo de Luz, cresce e não se lembra mais do que já foi, fica doente, enfim e começa a perceber que tudo chega ao fim. Vida e morte de uma maneira interessante para a criançada ler. Ao menos, me impressionou,pois me recordo da história quase 20 anos depois.
Ainda não me decidi se acredito nesta coisa toda de alma, vida pós-morte, um único deus ou vários e não é uma busca pessoal, ainda.
Outro livro que marcou muito minha infância foi uma Bíblia para crianças, com desenhos LINDOS e que me fascinava. Vinda de uma família mineira/baiana/cearense, o lado do meu pai muito católico, me divertia brincando na Igreja, comendo óstias sem serem abençoadas. Minha tia Nena, que cuidou de todos os sobrinhos que viviam em Nanuque e cuida até hoje, já sendo uma senhora de idade avançada, me levava para aquela Casa de Deus e lá eu me divertia com o eco, com os bancos e toda a estrutura.
Meus primeiro e último acidente até o momento, foi dentro dessa mesma Igreja, pulando de banco em banco durante um casamento. Levei um baita susto e alguns pontos na cabeça.
Mas, a tal bíblia infantil, falava muito do antigo testamento, que não é coisa para uma criança ler, pois aquele Deus era mal, botava fogo nas pessoas, até fez uma mulher virar uma estátua de sal por ter olhado para trás ao ver sua cidade ser incendiada.
Passei minha infância com medo desse Deus. Lembro-me bem que achava que as brigas dos meus pais ou algo que acontecia de ruim para nossa família, era o retorno de algo que eu não havia feito, obedecido e rezava muito, pedindo desculpas por não ter comido tudo, por ter feito xixi na cama (coisa que fiz até meus 8, 9 anos!! mas,se perguntarem para minha mãe ela dirá que foi por mais tempo.rs). Enfim, me sentia culpada por tudo que acontecia de ruim ao meu redor. Que carga para uma criança, né?
Na adolescência me rebelei, perdi a fé, o medo e a culpa e hoje tento encontrar o meio termo, entre isso tudo.

Repetia também a leitura de muitos livros: Feliz Ano Velho, Coiote, Cristiane F... treze anos, drogada e prostituida, Cem anos de solidão, foram livros que li e reli, até exageradamente e sempre encontrava algo novo, uma parte que não me recordava.

Alguns anos atrás fui em um evento do SESC, chamado Terceiras Terças e pude conhecer cara a cara Marcelo Rubens Paiva, autor de Feliz Ano Velho e foi um encontro cheio de emoção para mim, pois ele esteve presente em vários momentos da minha vida, através de seu livro e a emoção de conhecer alguém que escreveu de maneira tão gostosa uma trajetória tão dolorida misturou-se com a sensação de rever um amigo antigo.

Depois, chegou a fase de andar de ônibus, pro trabalho, para a faculdade e lá estava eu com algum livro embaixo do braço.
Mas,durante a gravidez as letrinhas viraram sopa e me enjoaram horrores!

A gravidez trouxe também outras curiosidades: como está o bebê agora? E o meu corpo? O que posso esperar que aconteça? O que é perigoso?

E o meu médico particular, Dr. Google, foi me respondendo, me apresentando, saites científicos e posteriormente, saites de grávidas e mães que relatam suas experiências na blogosfera. Nem preciso dizer que amei e criei meu próprio espaço.

Quando leio muito me dá mais vontade de escrever. O resultado está aqui.
O dia amanheceu chuvoso, entrei só para dar uma olhadinha nos emails e pum! 2 horas depois, estava lendo as postagens mais antigas do blog: Amélias ao Avesso, perdendo a noção do tempo e me deliciando com os relatos. Uma delícia só...

Antes da gravidez, eu não tinha o hábito de ler na tela do computador, acho que era um pouco de preconceito e quando algo me interessava, eu imprimia. Mas, hoje sou uma ávida leitora e nem posso imaginar a vida antes da telinha.

foto de 2007 (sem barriga), logo quando começamos, eu e o gu a construírmos o nosso lar.. a parede atrás do computador ainda estava vazia..

sexta-feira, 25 de julho de 2008

"Parto Humanizado" e grávida! muito grávida! bem grávida mesmo!!!


Mamãe rosa- barriga rosa - minha menina me deixou assim! VAIDOSA!!



No programa da Luciana Gimenez, o SUPERPOP - é um programa bem fraquinho, cheio de besteiras, mas ontem foi ótimo!!!

Um monte de mulheres corajosas que tiveram seus filhos em casa, com "doulas" (ainda estou tentando descobrir o que é realmente uma doula), parteiras, sem anestesia, sem corte na periquita, sem NADA.. só com coragem!!!!! Nem uma droguinha de nada..

Os benefícios que compreendi pela matéria, são:
- você está na segurança do seu lar,
- se tiver outros filhos eles podem participar e tornar tudo muito mais harmonioso. Teve um menininho que cortou o próprio cordão da irmã!
- se o seu bebê não precisar, ninguém enfia tubos nele para aspirar, só usa uma pêrinha daquelas de sugar catarrinho..
- o bebê vai direto pro colo da mãe e fica o tempo que quiser.
- não pingam colirios desnecessários (tipo, um que existe contra a gonorréia, se a mãe não tiver, não tem porque o bebê passar um treco que arde nos seus olhos recém-nascidos)
- controle de luz, no hospital é sempre aquela luz branca e forte o que incomoda o bebê..
- o cordão umbilical é cortado só depois que para de pulsar (nem sabia que o cordão ficava pulsando)..
- se a mãe não usar nenhuma "droga" para aliviar a dor, o apigar do bebê é sempre mais elevado do que de um bebê que passou por um parto normal, mas com algum tipo de indução ou a mãe tomou algo para as dores...

enfim! uma infinidade de coisas positivas...
PORÉM, os gritos da mulherada eram desesperadores e uma mulher ficou 30 horas em trabalho de parto!! aff... muita coragem!

Eu bem que queria parto normal, mas tem que ter uma "droguinha" pra aguentar, que eu não aguento nem a dor da depilação! rsrs..

Hoje é meu último dia de férias e não fiz COISA ALGUMA!!! passei o dia na internet na melhor comunidade do mundo: GRÁvidas e Mães Modernas.. e fiz até uma amiga virtual!! Valeu, Fê, pelas risadas e dicas e todo o papo!!

Eu estou ansiosa e parece que o mundo literalmente gira ao redor do umbigo quando se está grávida! Mais grávidas na rua, na tv, a informação vem até a mim e o que não vem eu corro atrás!! rsrs... por mim, passava todos os dias só falando da gravidez!! Tem tanto saite bom, tanta informação livre na internet!! Uma delícia estar grávida!!!