da gravidez a maternidade..
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domingo, 26 de setembro de 2010

Sobre os avós

A rede Mulher e Mãe fez uma blogagem coletiva sobre as avós. Quando eu vi já tinha passado e fiquei aqui pensando não só nas minhas avós e nos meus avôs, mas também nos avós da Içara.

Avô e avó são pessoas muito especiais. Os meus foram e são. Os da içara são também.
Não dá nem pra comparar. É certo que ser avô/avó é muito melhor que ser mãe/pai.

Içara tem os 4 avós presentes. E isso é um presentão para qualquer criança. Ela tem, simplesmente, quatro adultos que fazem de tudo para vê-la feliz, que proporciona momentos alegres, cheios de surpresas e que ficarão guardados para sempre.

Com cada um deles, ela tem uma relação única e especial. A diferença entre os meus avós e os avós de hoje é que eles brincam! Eu não lembro dos meus brincando comigo. Lembro de momentos de convívio gostoso e com muita saudade. Mas, não lembro de brincadeiras.

A Içara aprende uma brincadeira diferente com os avós, uma comunicação única e entre eles.
Além de avós, ela tem bisas. E se ser avó é bom, bisa nem se fala, né?

É mágico e bonito de ver.

É só carinho.

Filhota, você é muito sortuda!

E obrigada aos avós, sempre presentes e carinhosos que só deixam mais e mais bonita a infância da minha pequena.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Novidades

Estamos sumidas.. mas, estamos bem. Muitas coisas aconteceram nas últimas semanas. Fiquei 15 dias de licença e ontem voltei no obstetra que já me deu a licença maternidade. Disse que eu tenho tudo para que o parto seja normal, a bebê já está viradinha, com a cabeça na posição certa e tudo indica que virá um pouco antes da data prevista.. lá pelo dia 18, porém tem mudança de lua no dia 13, lua cheia e se for que nem a mamãe, que ama lua cheia.. tudo indica que essa data é a mais provável.. ah.. coração de mãe..

As malas também estão prontinhas e arrumei tudo com a minha mãe. eu colocava e ela ajeitava do jeito dela! eu arrumava no saquinho e ela dizia "melhor assim", quanto cuidado! se a maternidade mexe com a cabeça da mulher, ser vó deve mexer em dobro!
Será, sem dúvida, uma viagem inesquecível essa ida a maternidade. onde vamos dois e voltamos três. E todos com novos papéis de mãe, pai, avós e avôs, tios e tias. Friozinho na barriga, mas tranquila.. estou mais confiante no meu médico e conhecemos o hospital, o que me deixou mais serena e ansiosa ao mesmo tempo.. falei pro gustavo acompanhar o bebê o tempo todo, para que não ocorram trocas! E a psicóloga do curso de gestantes, disse-me que era exagero, que tem pulseirinha e tal. Mas, ontem mesmo teve um caso assim, que apareceu na tv.. portanto, pode até me deixar sozinha, mas a bebê tem que ser vigiada com todos os olhos possíveis.

A banheira também já chegou! Linda, exatamente a que eu tinha visto numa loja há um tempão atrás! Obrigada, sogrinha!

Além disso, ela está programando o chá de bebê para a família e se não fosse por ela, não teria nenhum cházinho.. sou péssima para organizar eventos.. enfim! Tem coisas que só a mãe do seu marido faz por você!

Esse mês começam as consultas 1 vez por semana. Logo tem um novo ultra-som para vermos se está tudo bem com a pequena.. mas, ela está ótima, mexe o tempo todo e já responde alguns sons que o papai faz com a boca. (não vejo a hora de ver esses dois juntos! vai ser bom demais!!)

Quanto ao nome, apesar do desespero das vovós de plantão, já está decidido. Içara é, Içara será.. e quem não gostar que vá fazer terapia, que já bastam as minhas próprias neuroses..

Por falar em neuroses e terapias.. saudades da minha psicóloga! Márcia, querida! estou na reta final, hein!! semana que vem, provavelmente a bebê ainda estará na barriga da mamãe e vamos matar a saudade!

Enquanto o tempo passa e Içara não vem, vou deixando a casa arrumadinha e finalizando os relatórios dos meus alunos lindos!

Ah! tiramos a foto 3D e deu pra ver a cara da mocinha! coisa linda da mamãe! narizinho de batata e charmosa que só, fez bico, sorriu e ainda brincou de "cadê o bebê?!"

Filho é uma coisa doida, né? desde que vemos uma sementinha dentro da gente, já é uma emoção só.. agora, ver que a sementinha, vai ganhando ossinhos, narizinho, mãos, dedos, pernas.. é algo inestimável!

Amo você, filha! Muito, muito, muito!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Aos avós..

Ando nem um pouco inspirada, portando, segue um texto bem bacana que achei por aqui..
aos meus pais, aos meus sogros.. obrigada pelo carinho e pela felicidade que emanam por se tornarem avós.. essa nova etapa de nossas vidas tem um sabor melhor por causa de vocês.. mesmo, que eu não queira tudo rosa! amo-os.. obrigada!

Sobre pais, filhos e avós.

Há algo que eu só entendi completamente com a chegada da minha filhinha há alguns meses. É sobre os papéis e as motivações dos pais e avós na educação de uma criança. Sei que hoje em dia é cada dia mais comum que os avós cuidem de seus netos para que os pais possam trabalhar e ganhar algum dinheiro e levar uma vida melhor e etc. Sabemos que esta não é a situação ideal, e que bom seria se todas as mães pudessem e quisessem ficar em casa durante algum tempo para poder cuidar de seus filhos – eu sempre imagino este tempo como uns dois anos mais ou menos, mas acho que isso pode variar de família para família, dependendo das expectativas de cada um de seus membros e de suas necessidades.
Sempre ouvi dizer que os avós mimam e estragam as crianças e que são um problema na criação dos filhos porque fazem tudo o que a criança quer e etc. Quem já não ouviu ou sentiu isso na pele?
Outro dia estava em uma loja e conversava com um senhor que contava os feitos da netinha todo orgulhoso. Num determinado momento seu rosto ficou meio sério e ele disse: “é uma pena que a gente acabe estragando os netos de tanto mimo!”. Tive que discordar do vendedor e lhe expliquei que cada um tem seu papel: “os pais educam e os avós mimam, se assim não fosse, os avós seriam pais. E o que sobraria aos pais?”.
É o mesmo caso de pai e mãe. A mãe tem o papel de cuidar do bebê, cuidando da sua higiene, alimentação e do seu bem estar geral. O pai pode sim e deve ajudar, mas o seu papel é outro, ao pai fica a carga de ser o provedor do lar. É claro que existem famílias onde a coisa não é exatamente deste jeito, mas de qualquer forma o pai deve ser o apoio que a mãe precisa para cuidar despreocupadamente de seu bebê, venha este apoio de que forma vier.
Mas voltando ao caso dos avós. Quando estava grávida percebi a empolgação descontrolada de minha mãe ao saber que seria avó, e logo atrás dela vinham minhas irmãs e meu pai com uma felicidade que superava qualquer coisa que eu já havia visto. Quando a bebê nasceu, a empolgação e felicidade deles só aumentou. Era mesmo uma situação digna de alguma análise.
Vamos pensar: voltando sempre a fases anteriores para poder entender o que acontece e de onde vem esta empolgação, para assim poder achar a motivação desta felicidade toda.
Nascemos e temos um pai e uma mãe que nos dão carinho e amor e que cuidam da gente. Isso parece ótimo porque a segurança ao lado deles é total. Mas ai crescemos e vamos nos tornando mais e mais independentes fisicamente deles, o que é bom, mas sempre sobra uma saudadezinha, uma vontade, lá no fundo de ter alguém que cuide da gente como eles faziam, uma vontade de voltar a ser criança. Na maioria das famílias há também irmãos, o que nos deixa sem tantos cuidados quanto poderíamos querer de nossos pais, afinal, quanto mais irmãos menos atenção recebemos, e ai que se instala boa parte da carência que levamos por toda a vida.
Inevitavelmente nos tornamos adultos, e a maioria das pessoas acaba por encontrar alguém a quem ame e que traz de volta aquele sentimento de “tem alguém que agora vai cuidar de mim” e que substitui as figuras paternas. Que beleza! Agora nada mais pode dar errado. E com o tempo, a maioria destes casais acaba por ter filhos, planejados ou não, em boa hora ou não, mas a maioria ainda os tem. E se os irmãos vinham dividir um carinho que nós queríamos que fosse só nosso, e se esta pessoa que achamos para nos dar esse carinho substitui estes pais, o que significaria emocionalmente estes filhos? A emoção por um filho, sempre inconscientemente, é a de que ele vem quebrar a simbiose do casal. É a mesma emoção que os irmãos da vida real nos causam. Com certeza é muito daí que vem tanta descompensação emocional entre irmãos e entre pais e filhos.
Mas se você pudesse ter um filho, uma coisinha linda e pequena aonde você depositasse toda a sua esperança de um mundo melhor e pudesse passar por esta experiência sem que ele quebrasse o seu vinculo com o seu par, isso seria perfeito. É exatamente o que acontece com os avós, que vêm seus netos como filhos, mas sem a emoção deles serem como os irmãos e sem a responsabilidade de tê-los por perto o tempo todo, ao menos na maioria dos casos. E ainda por cima os avós podem mimá-los e dar a eles todo o amor possível, já que não são os responsáveis pela educação e ainda têm o privilégio de reparar ou compensar o que acreditam que deram erroneamente ou não deram aos filhos.
Portanto, pais, aproveitem cada etapa dos seus filhos, que elas não voltam mais no mesmo filho, e avós, aproveitem ainda mais os seus netos e não se privem de mimá-los, pois, como diz minha analista, amor não é ruim em medida alguma.