da gravidez a maternidade..
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quinta-feira, 4 de junho de 2009

coração de mãe tinha que ter airbag;;


hoje foi a primeira triste experiência nossa.. sabe, a içara nunca ficou mais de 3 horas longe de mim ou sem mamar.

A Içara tem ido para a faculdade comigo, todas as quartas, mas tornou-se inviável, pois ela não dorme mais lá, fica agitada, querendo conversar.. resultado: nem eu nem a rô conseguimos prestar atenção na aula.

Como ela já está comendo bananinha durante à noite e o pediatra garantiu que "de fome ela não morreria", resolvi deixá-la com o Gustavo, em casa, para fazer a prova tranquila.

Às 17h30 saí de casa. Voltei às 22hs. Minha filha estava chorando, triste, triste e o papai já não sabendo mais o que fazer. Não comeu banana. Não tomou nem uma águinha no copinho de transição que deixei para ela.

Ela chorou. Eu chorei.

Para completar hoje ela não tinha feito cocô e passou dia se espremendo e nada do danado sair. Depois, de mamar, começou a se contorcer e branquinha que é ficava roxa fazendo a maior força. E gritava.

Fiz massagem com o óleo, empurrei as perninhas para cima da barriga e tirei a fralda.
Vi pela primeira vez minha filha fazer 2 trocinhos bem durinhos de cocô que a estavam torturando.
Ela nunca tinha feito cocô duro. Só cocô pastoso..

Meu coração ficou pequeninho.

Dois sofrimentos num dia só.

Parece bobagem, coisa de mãe coruja. Mas, existem cordões umbilicais invisíveis que ainda me prendem a cria e ela a mim.

Vamos aos poucos desfazendo os nós. Para sermos nós e sermos ela e eu, unidas mesmo que distante.

Ver minha filha chorando.. coisa que ela nunca faz, a não ser que esteja com sono e nem é choro, é resmungo.. é a pior coisa do planeta!

Resultado: pesquisando como soltar o intestino da criança. Aceito dicas.

e na próxima aula, o pai e a criança vão junto!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Filhos: ter o coração fora do corpo..



A frase acima, parece mais uma pieguice, uma frase pronta, mas quem tem filhos sabe o quanto é real.
Lembro que nos 3 primeiros dias que a Içara nasceu, eu simplesmente não conseguia dormir, por medo de simplesmente ela parar de funcionar. A sensação é de que eu não poderia protegê-la como quando estava dentro de mim e como ela não dependia mais do cordão umbilical, eu senti a necessidade de estar o tempo todo atenta, acordada e por perto, para que ela não passasse nenhuma necessidade ou algo acontecesse que eu não pudesse evitar.
Foram os dias mais cansativos da minha vida. Nessa primeira semana, eu não tinha memória e raramente conseguia completar uma frase, um pensamento, devido a exaustão.
Parir não é tarefa fácil, demanda energia e suporte de dor. Amamentar também não, pois o primeiro mês é de muita adaptação e depois de dar o seio, a fome e o cansaço invadem o corpo da mãe.
Mas, era necessário para mim ficar acordada e vigilante, até entender que aquela coisinha frágil, tinha uma enorme força natural, que a fazia viver sem ser ligada a mim por um cordão. E que ela precisava agora, era de uma mãe descansada para poder lhe dar os cuidados higiênicos e muito carinho..
Ainda hoje, antes de dormir, visito o berço e coloco a mão em sua barriga para sentir sua respiração.
Mas, já aprendi que meu coração vai bater pra sempre fora do meu corpo e a única coisa que posso fazer é deixá-lo bater, longe ou perto.
Os bebês viram crianças, adolescentes, jovens, adultos e velhos.
O processo de "viva e deixe viver" começa a partir do momento em que nasce a relação mãe-filho.
Hoje tenho a oportunidade de cuidar, amar, brincar e estar 24 horas por dia com ela. Mas, logo mais isso não será possível e ela e eu vamos encarar nossos mundos de forma mais intensa.
E acredito que a nossa relação baseada em amizade, amor e a segurança de que mesmo não estando perto, estamos unidas, nos transmitirá futuramente a segurança de podermos estar longe e sentir perto.
Sem medo. Sem crise. Sem neurose.
Fácil, não é. Mas, não deve ter coisa melhor de que ver seus filhos fazendo escolhas e saberem que têm um porto seguro, aconselhador e não-crítico, sempre a sua espera..
É por esse caminho que quero guiar a nossa relação e o nosso aprendizado. Pois, já percebi que ela tem muito mais a me ensinar do que eu a ela.
Afinal, atrás de um pequeno amado bebê tem sempre uma mãe, com uma fralda na mão e um tanto descabelada, pronta pra dar um beijo pra sarar.